sexta-feira, 24 de abril de 2020

ANEPF - NOTA SOBRE A SAÍDA DO MINISTRO SÉRGIO MORO E DO DIRETOR GERAL MAURÍCIO VALEIXO




A Associação Nacional dos Escrivães de Polícia Federal - ANEPF - lamenta a exoneração do Diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, assim como o pedido de demissão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

O pronunciamento do Ministro Moro foi muito contundente. A Polícia Federal, instituição de Estado, sempre agiu com autonomia, e não pode se tornar alvo de tentativas de influência política em seu trabalho de segurança pública e busca da justiça, doa a quem doer.

Esperamos que a Polícia Federal não sofra diminuição ou enfraquecimento com a saída do Ministro Moro.

Que a construção de uma lei orgânica da Polícia Federal, em desenvolvimento nas gestões de Valeixo e Moro, não seja interrompida ou prejudicada.

Há mais de 30 anos, os policiais federais aguardam o estabelecimento de uma lei orgânica, que possa fortalecer ainda mais o órgão e reconhecer a valorosa contribuição de todos os cargos da carreira policial federal, que é única.

Brasília, 24/04/2020
Presidência e Diretoria ANEPF

terça-feira, 14 de abril de 2020

ANEPF envia ofício ao Diretor-Geral da Polícia Federal sobre participação de Escrivães de Polícia Federal em processo seletivo ao COT/PF



Na data de hoje, a Associação Nacional dos Escrivães de Polícia Federal protocolou  ofício ao Diretor-Geral da Polícia Federal sobre suposta vedação da participação de Escrivães de Polícia Federal em recrutamento para o COT/PF.

A Diretoria da ANEPF havia recebido recentemente, pela via informal, a informação de que o próximo processo de seleção ao COT/PF não seria aberto aos Escrivães de Polícia Federal, e solicitou esclarecimentos ao Diretor-Geral a respeito da situação, afinal não se verifica, no bojo dos princípios basilares da Administração Pública, justificativa para se vetar participação de ocupantes de quaisquer dos cargos policiais em seleção para atuação em atividade policial.

Os Escrivães de Polícia Federal não podem mais ser prejudicados com ações discriminatórias de gestores organizacionais que não se pautam pela meritocracia para tomarem suas decisões. Infelizmente ainda se vivencia esse tipo de preconceito classista na cultura organizacional da Polícia Federal, notadamente em desfavor do Escrivão de Polícia Federal.

Disseminamos a ideia de instituição unitária e a não segregação por cargos que tanto fragiliza e acirra os ânimos em nosso órgão, trazendo diversos prejuízos corporativos e individuais.

Neste sentido, solicitamos ao chefe máximo da Polícia Federal no sentido de buscar sedimentar, em todos os atos normativos, a proibição de tratamento diferenciado aos servidores da carreira policial, de forma a se pacificarem as diversas intrigas internas, propiciando-se, assim, maior satisfação profissional de todos que escolheram a profissão por admirar a nossa instituição.

PRESIDÊNCIA, DIRETORIA E CONSELHO
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS ESCRIVÃES DE POLÍCIA FEDERAL
BRASÍLIA-DF, 14/04/2020.

segunda-feira, 30 de março de 2020

ANEPF oficia a Direção-Geral da PF para sugerir adoção de sistema informatizado para envio de correspondências



A atividade de polícia investigativa e judiciária desenvolvida pela Polícia Federal é em grande parte cartorial, e fortemente baseada em envio de ofícios e de mandados de intimação, estes expedidos em sua maioria pelos correios.

Parte considerável dos Escrivães de Polícia Federal possuem em seu escopo de trabalho também atividades cartoriais, e conhecem intimamente as necessidades inerentes à polícia investigativa e judiciária, bem como o árduo procedimento de emissão de ofícios e de mandados de intimação, assim como todo o árduo controle pós-envio (devoluções, retornos de avisos de recebimento, etc). Logo, temos propriedade para falar sobre o tema.

Reconhecemos as recentes e louváveis iniciativas da administração para modernizar e otimizar atividades cartoriais, como o desenvolvimento do sistema ePol, que produz documentos eletrônicos em formato PDF com assinatura digital e sem necessidade de impressão física, inclusive os próprios ofícios e mandados de intimação que atualmente são enviados pelos correios (em razão de necessidade, ou seja, para pessoas e instituições que não disponibilizam e-mail ou protocolo eletrônico).

Em recente levantamento feito por colegas Escrivães de Polícia Federal ligados à ANEPF verificou-se que algumas Superintendências Regionais já estão utilizando sistema eletrônico para envio de correspondências, mas de forma não padronizada, ou seja, algumas superintendências estão utilizando e outras não.

Sendo assim, a ANEPF protocolou na data de hoje (30/03/2020) ofício direcionado ao Sr. Diretor-Geral da Polícia Federal Maurício Leite Valeixo sugerindo e solicitando à colenda administração da Polícia Federal a avaliação de adoção urgente, em âmbito nacional e de forma padronizada, do sistema E-carta dos Correios para envio de ofícios, mandados de intimação e missivas em geral, de forma a se viabilizar, acelerar e otimizar o serviço cartorial.

Segundo o sítio dos Correios, “trata-se de uma solução de captação eletrônica dos dados da mensagem que depois são processados para o meio físico, que atende aos órgãos públicos na produção e distribuição de documentos oficiais, que exigem sigilo no processamento do conteúdo com possibilidade de comprovação da entrega no destino”. [grifos nossos]

Por fim, em referido ofício, solicitamos à Direção-Geral cuidadosa e criteriosa análise do tema exposto, o qual, por sua maior necessidade, pertinência e urgência face às atuais conjunturas, fora priorizado frente a tantos outros tão importantes quanto que esta entidade também tem a tratar e a sugerir à administração (a serem encaminhados num futuro próximo).

Mais informações sobre o sistema em comento podem ser obtidas mediante visita ao sítio http://www.correios.com.br/enviar-e-receber/correspondencia/e-carta.

PRESIDÊNCIA, DIRETORIA E CONSELHO
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS ESCRIVÃES DE POLÍCIA FEDERAL
BRASÍLIA-DF

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

MEDIDAS URGENTES E NECESSÁRIAS



A Associação Nacional dos Escrivães de Polícia Federal vem a público declarar que defende e apoia as seguintes medidas:

- URGENTE UNIFICAÇÃO dos cargos de Escrivão, Papiloscopista e Agente no âmbito da Polícia Federal, algo que já é tendência forte nas polícias civis estaduais, conforme pode-se constatar pelos projetos OPC da PC/SE e OPJ da PC/CE, dentre outros;

- REGULAMENTAÇÃO DA CARREIRA POLICIAL, com a ENTRADA ÚNICA PELA BASE, e com a promoção (sob a forma de provimento derivado, instrumento legal e constitucionalmente válido) através da experiência, do conhecimento técnico, da excelência profissional e com base na meritocracia;

- REGULAMENTAÇÃO DO MODELO DE POLICIAL DE CICLO COMPLETO para que todos os policiais de todas as polícias (civis e militares) possam fazer tanto policiamento ostensivo/preventivo quanto policiamento repressivo (realizar investigações de crimes já ocorridos), cada um dentro da sua zona territorial de atuação e esfera de competência;

- DESBUROCRATIZAÇÃO DA INVESTIGAÇÃO POLICIAL, com a EXTINÇÃO do atual modelo de INQUÉRITO POLICIAL, arcaica e INEFICIENTE subespécie de procedimento investigatório injustificadamente judicialiforme, cartorial e excessivamente burocrático, que deve ser substituído por NOVOS PROCEDIMENTOS, técnicos, rápidos e focados na coleta de provas;

- EXTINÇÃO do regime de "presidência de investigações" (hoje concentrado em apenas um cargo dentro da polícia, que acaba se tornando um tremendo GARGALO no processo da investigação), e a adoção de sistema de trabalho sob coordenação de POLICIAL DE CARREIRA escolhido em razão de EXPERIÊNCIA e CONHECIMENTO TEMÁTICO.

Conceitos como estes são utilizados pelas melhores polícias do mundo, como o FBI dos Estados Unidos (@FBI), a New Scotland Yard de Londres (@metpoliceuk), a PDI Chilena (@policiadeinvestigaciones), a Polícia Austríaca (@WienerPolizei.at), a Real Polícia Montada do Canadá (@rcmpgrc), PSP de Portugal (@policiasegurancapublica) e a Polizia di Stato Italiana (@poliziadistato.it), só para citar algumas.

Além disso, a ANPR - Associação Nacional dos Procuradores da República (@ANPRBrasil) já manifestou pleno apoio a todos estes conceitos, na chamada CARTA DE ANGRA DOS REIS de 2014 (http://anepf.blogspot.com/2017/08/carta-de-angra-dos-reis-procuradores-da.html).

DIRETORIA ANEPF
Brasília, 06 de Novembro de 2019

terça-feira, 29 de outubro de 2019

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA (AGE)



EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA (AGE)

A Associação Nacional dos Escrivães de Polícia Federal (ANEPF), pelo seu Presidente, no uso das atribuições conferidas pelo art. 22 do Estatuto Social, CONVOCA todos os seus associados devidamente regularizados para a Assembleia Geral Extraordinária nº 1/2019, que será realizada no dia 05 de Novembro de 2019 (que também é dia do Escrivão de Polícia), das 09 às 18h, com votações a serem realizadas por meio eletrônico, para deliberar sobre a seguinte pauta:

- Atualização do texto do Estatuto Social, com proposta de alteração do valor da contribuição mensal.

Para que todos os colegas Escrivães de Polícia Federal regularmente associados possam ter tempo de tomar conhecimento do novo texto proposto ao Estatuto Social da ANEPF, divulgamos desde já o link contendo o arquivo PDF para que todos possam ler, analisar e tirar suas dúvidas nos grupos da ANEPF: https://drive.google.com/open?id=107KeEiYXGH3ThaUaAvfzRuFuFEY7ri_R.

Para simplificar, desde já explicamos as principais atualizações propostas: 1) “enxugamos” a estrutura da Diretoria (apenas Presidente, Vice-Presidente e Diretor Financeiro) e 2) alteramos o valor sugerido da mensalidade de R$ 10,00 fixos para “0,16% do subsídio da classe inicial da carreira de Escrivão de Polícia Federal”, que hoje está em R$ 12.522,50, o que acarretará numa mensalidade fixa de R$ 20,04 para todos os associados, independente da classe em que estejam.

Todos os associados regulares deverão acessar o seguinte link no dia da AGE, dentro da janela de horário acima prevista, para registro do seu voto: https://forms.gle/QSJdTPwyEhfYfKYNA.

Este edital deverá ser divulgado eletronicamente pelo menos através dos seguintes meios: blog oficial da ANEPF, lista de distribuição de email dos associados, página oficial da ANEPF no Facebook, e grupos oficiais da ANEPF no WhatsApp e no Telegram.

Brasília, 29 de Outubro de 2019

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Flavio Werneck Meneguelli
Presidente da ANEPF

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

ANEPF - NOTA OFICIAL - 09/Set/2019



ANEPF - NOTA OFICIAL
Brasília, 09 de Setembro de 2019

A Associação Nacional dos Escrivães de Polícia Federal - ANEPF -  vem a público repudiar o termo utilizado de forma desrespeitosa pelo canal de notícias "O ANTAGONISTA", ao usar o termo “BAIXO CLERO” no tratamento de cerca de 70% do efetivo dos Policiais Federais em detrimento de um único cargo.

Cabe esclarecer que a Carreira Policial Federal é composta, atualmente, por cinco cargos, todos de natureza policial e atribuições diversas.

Os trabalhos apresentados à sociedade, como, por exemplo, as investigações que ensejaram a grande operação Lava Jato, são resultado de um grande esforço em conjunto de todos os Policiais Federais, assim como servidores administrativos e demais colaboradores, e não podem ser objeto de apropriação por um único cargo.

Talvez a visão do portal de notícia venha do senso comum de uma cultura produzida para segregar e manter castas de poder. A Polícia Federal não é um principado ou, ao menos, não deveria ser assim representada.

Seria muito mais interessante esclarecer à sociedade sobre os modelos ultrapassados e ineficientes utilizados pelas polícias brasileiras, não diferentes dos utilizados ainda, infelizmente, pela Polícia Federal.

Será que a sociedade sabe que os modelos policiais adotados no país não seguem as melhores práticas do mundo desenvolvido?

Será que a sociedade sabe que a Polícia Federal é carente de uma lei orgânica e seus cargos ainda não possuem atribuições legais?

Será que a sociedade sabe que os números das polícias brasileiras em matéria de investigação deixam muito a desejar, na verdade, algo inaceitável? 

Talvez esse grande canal de notícias poderia informar a população sobre a necessária reestruturação da Carreira Policial Federal, o que passa bem longe da proposta corporativista da famigerada PEC 412, que, da autonomia do nome, encobre um projeto de poder ainda maior, cuja meta é a apropriação total de uma instituição tão importante como a Polícia Federal.

Por último, nos juntamos à Federação Nacional dos Policiais Federais - FENAPEF - para expressar a confiança que temos no dirigente máximo da nação, em escolher a Polícia Federal que o país precisa e merece.

A ANEPF trabalha por uma polícia técnica, moderna e pautada pelos princípios da economia e eficiência, e que necessita de uma reestruturação para alcançar esse resultado. Repudiamos veementemente uma polícia afogada em burocracia, preocupada com pronomes de tratamento, prerrogativas e vaidades.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Nova Diretoria ANEPF - Triênio 2019-2022


Replicamos abaixo teor do boletim informativo de 05/07/2019, divulgado naquela data, através dos meios digitais disponíveis (grupos de Telegram, Whatsapp e Facebook oficiais da ANEPF):

"ANEPF - BOLETIM INFORMATIVO - 05/07/2019

Srs. Associados ANEPF,

CONSIDERANDO a realização das eleições para a Diretoria ANEPF para o triênio 2019-2022 que foi realizada ontem, dia 05/07/2019;

INFORMAMOS através deste comunicado que foram apurados os votos dos associados com relação à CHAPA ÚNICA - "TODOS PELA UNIFICAÇÃO - Juntos somos mais fortes, unidos somos imbatíveis", totalizados em número de 47 (quarenta e sete);

PROCLAMAMOS a chapa única como vencedora;

Obs.: segundo texto do art. 55 do estatuto da entidade, que diz que "O prazo para apresentação de recursos do resultado das eleições será de dez dias contados do dia da publicação em boletim informativo", abre-se hoje o prazo para interposição de recurso com relação ao resultado das eleições. Caso não haja recurso, no dia 16/07/2019 será dada posse à nova diretoria, com a lavratura da respectiva ata em cartório.

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CHAPA VENCEDORA: CHAPA ÚNICA - "TODOS PELA UNIFICAÇÃO - Juntos somos mais fortes, unidos somos imbatíveis"

DIRETORIA
01) PRESIDENTE: FLÁVIO WERNECK (DF)
02) VICE PRESIDENTE: MARCELO VARELA (SP)
03) SECRETÁRIO GERAL: ANDREA SOARES (GO)
04) DIRETORIA FINANCEIRA: DEILSON CAVALCANTE (DF)
05) DIRETORIA JURÍDICA: IGOR VALADARES (MG)
06) DIRETORIA PARLAMENTAR: CHICAO (GO)
07) DIRETORIA DE ESTRATÉGIA, PESQUISA e ESTATÍSTICA: ROBERTO UCHOA (RJ)
08) DIRETORIA DE COMUNICAÇÃO E TI: SUENDER (GO)
09) DIRETORIA DE RELAÇÕES DO TRABALHO: CLAUDIA HORCHEL (RJ)
10) DIRETORIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS: REILSON (GO)
11) DIRETORIA DE ASSISTÊNCIA e PROMOÇÃO SOCIAL: GUSTAVO KAIR (RJ)

DIRETORES ADJUNTOS
DIRETOR ADJUNTO: BRAULIO (ES)
DIRETOR ADJUNTO: DIOGO XAVIER (BA)
DIRETOR ADJUNTO: EULER AVARENGA (ES)

CONSELHO:
01) PRESIDENTE: VICENTE DELGADO (DF)
MEMBRO DO CONSELHO: MARCO SCANDIUZZI (SP)
MEMBRO DO CONSELHO: EDNIR NASCIMENTO (RJ)
MEMBRO DO CONSELHO: MAURÍCIO VOLTAIRE (PR)
MEMBRO DO CONSELHO: SARANITA DOS SANTOS (DF)"

terça-feira, 30 de abril de 2019

URGENTE - MODERNIZAÇÃO DA PF


Defendemos a unificação dos cargos de Escrivão e Agente da PF num novo cargo denominado OFICIAL DE POLÍCIA FEDERAL, pelos motivos abaixo apresentados.

1) O cargo de Escrivão de Polícia Federal compõe a Carreira Policial Federal, ou seja, sempre foi um cargo de nível superior e de natureza policial, e não de natureza administrativa, como muitos erroneamente acreditam;

2) Ninguém faz concurso público para entrar na Polícia Federal, seja qual for o cargo, Escrivão, Agente, Delegado, Perito ou Papiloscopista, "sonhando" em ficar trabalhando dentro de uma sala com ar-condicionado usando o computador e carimbando papel, e sim agregando valor à sociedade, ou seja, combatendo o crime onde quer que ele esteja;

3) A Polícia Federal conta com 5 (cinco) cargos de natureza policial e de nível superior na CARREIRA Policial Federal, quais sejam: Escrivão, Delegado, Agente, Perito e Papiloscopista; e conta com diversos outros cargos administrativos, tanto de nível médio quanto de nível superior, no chamado "plano especial de cargos"; o cargo de Escrivão de Polícia Federal compõe a Carreira Policial Federal, de nível superior, de natureza policial e atua na área-fim da instituição; todos os cargos da Carreira Policial Federal foram criados para realizarem o trabalho na área-fim da Polícia Federal;

4) O Curso de Formação Profissional é a última etapa do concurso público para ingresso em todos os cargos da Carreira Policial Federal, incluindo o de Escrivão de Polícia Federal, e é constituído de disciplinas teóricas e operacionais eliminatórias iguais para todos os cargos, tais quais Abordagem Policial, Armamento e Tiro, Defesa Pessoal Policial, Treinamento Físico Policial, Vigilância, Direção Operacional, dentre tantas outras;

5) A atividade do "escrivanato" foi atribuída ao Escrivão de Polícia Federal através de uma portaria de 1989 (portaria nº 523/1989 - MPOG), ou seja, de quase 30 (trinta) anos atrás; porém, além de ter sido questionada em juízo (pois atribuições devem ser definidas em lei e não em portaria), encontra-se completamente DEFASADA, pois o cargo de Escrivão atualmente não é mais de nível médio, além de suas atribuições na prática terem naturalmente evoluído muito daquela época para cá;

6) Prova do que foi dito no item anterior é que hoje em dia existem Escrivães atuando em TODAS as áreas da PF e não só na função de polícia judiciária, na lavratura de atos do inquérito policial (pois este representa uma fração do espectro de atuação da PF), como nos grupos operacionais COT/NEPOM/GEPOM/GPI/CAOP, nas atividades de INTERPOL, nas operações e áreas de análise e inteligência policial, na imigração, na fiscalização de armas, químicos e segurança privada, no planejamento e execução de segurança de dignitários, nas disciplinas teóricas e operacionais da Academia Nacional de Polícia, dentre tantas outras; não é o cargo que faz o policial e sim sua vocação e perfil;

7) A ANEPF defende URGENTEMENTE a iniciativa de UNIFICAÇÃO dos cargos de nível superior de Escrivão e Agente num novo cargo denominado Oficial de Polícia Federal, e a transferência das atividades meramente cartoriais de nível médio para novos Agentes Administrativos; Tal medida liberaria, IMEDIATAMENTE, cerca 1.800 Escrivães da PF para as áreas de maior interesse e valor agregado da instituição e da sociedade, como as mencionadas nos itens acima;

8) Por fim, a ANEPF, assim como praticamente todas as outras entidades que representam policiais no Brasil, defende uma reforma bem mais ampla na estrutura da segurança pública em nosso país, muito além da unificação dos cargos de Escrivão e Agente, em prol de uma polícia mais moderna, mais efetiva, mais eficiente e eficaz, e menos burocrática para o povo brasileiro;

9) Portanto, após a unificação dos cargos de Escrivão e Agente, uma de nossas tantas reivindicações para o futuro é a da transformação dos processos e procedimentos da PF, para torná-los menos burocráticos, e isso inclui: a simplificação do modelo de investigação (hoje centrado no modelo cartorário do inquérito policial, que possui mais movimentações internas do que ações práticas), a utilização massiva de sistemas audiovisuais, de gestão eletrônica de documentos e de informática em geral (para depender menos da interação humana em atividades de mero expediente) e a transferência de todas atividades meramente administrativas/burocráticas remanescentes destas modernizações para servidores administrativos de fato (não só aquelas alocadas a Escrivães, mas a Agentes, Delegados, Peritos e Papiloscopistas).

No mais, acrescentamos que a fonte dos problemas na segurança pública não está nos "coletes vencidos", nas "armas enferrujadas" ou nas "viaturas sem gasolina", e sim na ausência de um sistema de polícia nos moldes das melhores polícias do mundo.

Precisamos implementar as 'melhores práticas' de polícia do mundo, com o fim da burocracia do modelo de "investigação de gabinete" baseado no inquérito policial, a regulamentação da carreira policial na PF com entrada única pela base com acesso aos cargos de chefia através da experiência e da meritocracia, e o ciclo completo de polícia para que todas as polícias possam prevenir e investigar crimes.

ANEPF - Associação Nacional dos Escrivães de Polícia Federal
Brasília, 29/04/2019

quarta-feira, 17 de abril de 2019

ANEPF divulga resultado final da Pesquisa 1/2019

A Associação Nacional dos Escrivães de Polícia Federal divulga a seus associados o resultado final da Pesquisa 1/2019 ANEPF.

A pesquisa foi realizada no período de 09 a 17 de Abril de 2019, e teve uma amostra validada de 211 respondentes espalhados por todo o Brasil (cerca de 12% do total de policiais da categoria na ativa, segundo dados da Diretoria de Gestão de Pessoal), dentre associados e não associados, e dentre servidores da ativa e aposentados.

O foco da pesquisa foi avaliar o sentimento da base da categoria a respeito da proposta de lei orgânica da Polícia Federal, que foi transmitida do ex-diretor geral Rogério Galloro ao novo DG Mauricio Valeixo durante a transição de comando (https://bit.ly/2VR0Z7x), bem como o parecer jurídico encomendado pela FENAPEF a respeito das possibilidades de unificação dos cargos de Agente, Escrivão e Papiloscopista da PF (http://fenapef.org.br/comunicado-no-005-2019-jur-fenapef/).

As principais conclusões da pesquisa foram as seguintes:

1) A grande maioria dos respondentes (~83%) é contra a proposta de separação dos cargos em CARREIRAS, o que se fosse implementado contrariaria a previsão do art. 144 da Constituição Federal e desvincularia eternamente os cargos da carreira, impossibilitando, inclusive, qualquer vinculação salarial futura. Os EPFs demonstram nitidamente serem favoráveis ao alinhamento dos cargos “em carreira” (no singular), e com vinculação salarial entre os cargos.


2) A maioria, mais de 2/3 dos respondentes (73,9%), somente se posiciona a favor da autonomia orçamentária da PF no caso da manutenção do termo “carreira” no singular (carreira única), para que possa haver vinculação salarial entre os cargos da carreira. 


3) À luz do parecer jurídico encomendado pela FENAPEF, que aponta, em alguns cenários, a necessidade da divisão por “especialidades” do novo cargo "OPF" (este, oriundo da unificação dos cargos da carreira policial federal), a grande maioria (~82%) dos respondentes considerou mais viável a unificação apenas dos cargos de agente e escrivão.


4) Em perfeita harmonia com o que já havia sido identificado na enquete 1/2018 ANEPF, observa-se que a esmagadora maioria dos respondentes (~92%) é a favor da transformação do cargo de escrivão de polícia federal, com atribuições de nível superior e com foco na atividade-fim (investigação), repassando as atividades cartorárias para os agentes administrativos.


5) Grande parte dos respondentes (~76%) estaria disposto a participar de eventos coordenados nacionalmente pela ANEPF para demonstrar o descontentamento com o tratamento que a categoria vem recebendo da administração com relação à urgente necessidade de transformação do cargo de escrivão de polícia federal, como já apontado em inúmeras enquetes anteriores, problema que vem se agravando a cada ano.



A Diretoria da ANEPF destaca a importância deste tipo de levantamento junto à base, que é o melhor termômetro para aferir o clima organizacional, o grau de insatisfação dos policiais e identificar quais são seus principais anseios profissionais.

O relatório completo da pesquisa, inclusive com as considerações finais e sugestões apontadas por esta Diretoria, pode ser baixado neste link: https://bit.ly/2IsLak8

Diretoria ANEPF
Brasília, 17 de Abril de 2019.

terça-feira, 19 de março de 2019

Um modelo de excelência de polícia


Todas as polícias do mundo adotam a carreira policial com ENTRADA ÚNICA pela base (infelizmente o Brasil ainda é uma exceção a essa regra).

Nos Estados Unidos, por exemplo, não existe concurso para chefe. Só chega a uma posição de comando quem realmente faz por merecer. Veja mais um exemplo abaixo.

Regina Scott, natural de Nova Jersey, que inclusive serviu no Exército dos Estados Unidos, foi nomeada para o posto de vice-chefe (Deputy Chief) da Polícia de Los Angeles (LAPD), após 31 (TRINTA E UM ANOS) anos no departamento. (grifo nosso)

Regina ingressou na LAPD em 1987 e trabalhou em vários cargos, em várias tarefas, trabalhou para diferentes departamentos policiais, até chegar onde chegou.

Nós da ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS ESCRIVÃES DE POLÍCIA FEDERAL damos os nossos sinceros parabéns à experiente policial americana (@LAPDReginaScott) pela honrosa conquista!

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