domingo, 30 de novembro de 2025

Sucesso Absoluto em Brasília: A Meia Maratona da PF, um Marco de Integração e Saúde

O asfalto de Brasília vibrou no dia 30 de novembro, mas não foi apenas pelo ritmo forte dos corredores. Foi uma vibração de união, superação e bem-estar que marcou a Meia Maratona da Polícia Federal, evento co-organizado com o apoio inestimável da ANEPF e de outras importantes entidades de classe.

Mais do que uma competição, presenciamos uma verdadeira festa do esporte que consolidou algo que sempre defendemos: a importância de cuidarmos da nossa saúde física e mental para sermos, acima de tudo, profissionais mais fortes e equilibrados.


O Poder que Vem de Dentro: Por Que Correr?

Vamos ser sinceros: a rotina do servidor público, especialmente na área de segurança, é intensa. Prazos, responsabilidades e a natureza do trabalho podem gerar um desgaste que, muitas vezes, é invisível. É aí que a corrida entra em cena, não só como um esporte, mas como uma válvula de escape e um investimento vitalício.

🧠 Mais Foco e Menos Estresse

Para a saúde mental, a corrida é uma espécie de "reset" diário. Ao nos concentrarmos no ritmo da respiração e das passadas, conseguimos desligar o piloto automático da mente, aliviando o excesso de pensamentos e o temido estresse.

Durante o esforço, nosso corpo é uma fábrica de substâncias poderosas, como as endorfinas (os famosos "hormônios da felicidade"), que atuam como analgésicos naturais e elevam o nosso humor. Muitos corredores descrevem um estado de clareza mental e euforia pós-treino, a famosa “runner’s high”. Essa sensação se traduz em um dia a dia com:

  • Maior capacidade de concentração no trabalho.

  • Melhor qualidade de sono, essencial para a recuperação cognitiva.

  • Redução dos sintomas de ansiedade e depressão, dando mais resiliência para lidar com os desafios.

💪 Fortalecimento para a Vida e o Trabalho

No aspecto físico, os benefícios da corrida de rua são inquestionáveis. Vencer 21 km, 10 km ou até mesmo 5 km é um atestado de vitalidade. O esporte promove:

  • Fortalecimento cardiovascular, melhorando a capacidade do coração e dos pulmões.

  • Controle de peso e aumento da massa muscular.

  • Melhora da saúde óssea, prevenindo doenças como a osteoporose.

Em nossa área, ter um corpo mais resistente e preparado não é apenas um hobby; é uma parte essencial da nossa prontidão operacional e longevidade na carreira.


🤝 Conectando Pessoas, Fortalecendo a Classe

Um dos pontos altos da Meia Maratona da PF foi, sem dúvida, a integração. Vimos servidores ativos e aposentados lado a lado, associados de diversas regiões correndo juntos, e diretores de entidades de classe não apenas na linha de chegada, mas suando a camisa desde a largada. Um grande exemplo disso foi a participação do nosso Vice-Presidente, Flávio Werneck, que mostrou garra ao completar o percurso de 5 km com um pace de 6:19/km, e do EPF Cosme, que completou o percurso de 10 Km no pace de 6:21/km, dentre outros atletas vinculados à ANEPF. 

Essa co-organização entre a ANEPF e as demais entidades reforça a nossa missão de olhar para o bem-estar do filiado de forma integral, provando que, juntos, somos mais fortes, mais saudáveis e mais capazes de superar qualquer distância – seja ela no asfalto ou nos desafios da profissão.

Parabéns a todos os atletas que cruzaram a linha de chegada! Que o sucesso da Meia Maratona da PF inspire você a calçar o seu tênis e dar a primeira, ou a próxima, passada rumo a uma vida com mais saúde e equilíbrio.


Presidente da FENAPEF, Marcus Firme, EPF Roberto, diretor da FENAPEF, e Flavio Werneck, Vice-Presidente da ANEPF, ao final da Meia Maratona PF 2025


E você? Já começou a correr? Deixe seu comentário e conte como a corrida tem transformado a sua rotina!

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Diálogo e Ação: ANEPF apresenta pautas estratégicas à nova DGP e firma parceria pela saúde mental do servidor


Nesta segunda-feira, 24 de novembro de 2025, a diretoria da Associação Nacional dos Escrivães de Polícia Federal (ANEPF) esteve reunida com a nova Diretora de Gestão de Pessoas da Polícia Federal, a DPF Helena de Rezende.

O encontro teve como objetivo principal parabenizar a nova Diretora da PF pela designação e estabelecer um canal de comunicação técnico e propositivo. Na ocasião, a ANEPF entregou em mãos um ofício detalhando as pautas estruturantes essenciais para a modernização da nossa categoria e para a eficiência da Polícia Federal como um todo.

Pautas Estratégicas em Debate

Durante a reunião, reforçamos a necessidade urgente de alinhar o cargo de Escrivão à realidade contemporânea da investigação policial. Os principais pontos abordados foram:

  • Transformação do Cargo: A defesa técnica pela mudança de nomenclatura ou unificação, seguindo o modelo da nova Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis.

  • Modernização dos Concursos: A proposta de atualização dos editais para refletir o trabalho real do EPF (investigação, análise, processamento digital, planejamento e deflagração de operações,  toda a parte de polícia de fiscalização, etc), e substituindo a disciplina de Arquivologia por tema mais relevante.

  • Nivelamento na ANP: A harmonização da carga horária de disciplinas operacionais nos cursos de formação, conforme vem sendo tratado com a ANP/PF.

  • Segurança Jurídica Previdenciária: O acompanhamento da situação dos colegas que ingressaram entre 2013 e 2019 (garantias a respeito da integralidade/paridade).


Parceria pela Saúde: Programa PlenaMente PF

A gestão de pessoas eficiente não se faz apenas com reestruturação de cargos, mas também com o cuidado humano. Atendendo a um pedido direto da Diretora Helena de Rezende e inaugurando esta nova fase de parceria entre a DGP/PF e a ANEPF, reforçamos a importância do cuidado com a saúde mental.

O serviço policial é atividade de alto risco e estresse. Por isso, divulgamos abaixo os detalhes do programa PlenaMente PF, uma ferramenta essencial disponibilizada pela instituição, que vem sendo ainda pouco utilizada, segundo informações da DGP/PF.

Como funcionam os atendimentos?

O PlenaMente PF conecta você a psicólogos e psiquiatras qualificados de forma rápida, segura e gratuita. Todo o processo é sigiloso e pensado para o acolhimento do servidor.

O passo a passo é simples:

  1. Escolha o atendimento: Suporte imediato ou agendado.

  2. Selecione o canal: Chat, ligação telefônica ou videochamada.

  3. Receba acolhimento: Orientação com profissionais especializados.

  4. Acompanhe: Monitore seu progresso retornando às consultas.

Baixe o App e consulte agora

Para acessar, faça o download do aplicativo Saúde24h.

📲 Android: Clique aqui para baixar 📲 iOS (Apple): Clique aqui para baixar

Informações adicionais:

  • 📞 Telefone/WhatsApp: 0800 333 4423 (Suporte Técnico)

  • 📧 Coordenação-Geral de Saúde: cgs.dgp@pf.gov.br

E agora o ícone do PlenaMente PF também aparece no topo da página da ANEPF, facilmente acessível para os colegas que precisarem acessar o programa rapidamente:



A ANEPF segue firme no propósito de valorizar o Escrivão de Polícia Federal, tanto através da luta por reconhecimento legal e reestruturação, quanto pelo cuidado com o bem-estar de cada servidor.

Juntos somos mais fortes.

Brasília, 24/11/2025.

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Decisão do TRF1 reforça a urgência da Lei Orgânica da Polícia Federal e a necessidade de transformação do cargo de Escrivão de Polícia Federal


Conforme divulgação realizada na página do Instagram do Sindicato dos Policiais Federais no DF (@sindipoldf), por decisão unânime, a 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) confirmou, no último dia 05 de fevereiro, a nulidade ex tunc da Portaria nº 523/1989, do extinto Ministério do Planejamento — norma que, há décadas, é usada como base para descrever as atribuições dos cargos da Carreira Policial Federal, incluindo o de Escrivão de Polícia Federal (EPF), nos editais de concurso público para ingresso na instituição policial.

Ao reconhecer que as atribuições dos cargos da Polícia Federal não podem ser disciplinadas por meio de portaria, mas apenas por lei em sentido formal, o Tribunal reafirma um ponto que a ANEPF vem defendendo há anos: a urgente necessidade de envio e aprovação de uma Lei Orgânica da Polícia Federal (LOPF), que regulamente, de forma clara, atualizada e compatível com a Constituição Federal, a estrutura de cargos, funções e atribuições no âmbito da PF.

O que está em jogo?

A Portaria nº 523/1989 — editada em um contexto institucional ultrapassado e anterior à Constituição de 1988 — já não refletia a realidade jurídica e tecnológica do trabalho policial atual. Ainda assim, continua sendo utilizada como referência em editais de concurso e em documentos normativos internos, criando um descompasso entre o arcabouço legal e a prática institucional, além de insegurança jurídica.

A decisão do TRF1 explicita esse vácuo legal e reforça o que a base da Polícia Federal já sabe: sem uma Lei Orgânica moderna, a Polícia Federal permanece com uma estrutura legal defasada, sujeita a questionamentos e lacunas regulatórias.

Transformação do cargo de EPF: uma necessidade inadiável

Nesse cenário, torna-se ainda mais evidente a urgência de transformação do cargo de Escrivão de Polícia Federal (EPF), seja por mudança de nomenclatura para Oficial de Polícia Federal (OPF), seja por meio de unificação funcional com o cargo de APF — temas já amplamente debatidos pela ANEPF e respaldados por protocolos SEI e ofícios institucionais.

A transformação do cargo de EPF:

  • Alinha a estrutura da carreira às funções efetivas exercidas no ecossistema tecnológico (ePol, sistemas do Judiciário, governança digital);

  • Reforça a natureza policial plena do cargo, questionada por lacunas normativas e ações judiciais pontuais;

  • Atualiza o marco legal do cargo em conformidade com os princípios constitucionais da eficiência e da legalidade.

O tempo da inércia acabou

A decisão do TRF1 não apenas reforça que “portaria não substitui lei” — ela exige uma resposta imediata do Poder Executivo: o encaminhamento ao Congresso Nacional de uma proposta de Lei Orgânica da Polícia Federal que reconheça, valorize e transforme os cargos da carreira policial federal, incluindo o de Escrivão.

Sem esse passo fundamental, a PF permanece refém de normas antigas, inconsistentes e, agora, judicialmente questionadas.

Brasília, 6/11/2025.

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

5 de Novembro – Dia do Escrivão de Polícia: Homenagem da ANEPF e o Chamado à Transformação Urgente


Neste 5 de novembro, a Associação Nacional dos Escrivães de Polícia Federal (ANEPF) presta uma homenagem sincera e reverente a todas e todos os Escrivães de Polícia Federal — profissionais cuja dedicação, competência e resiliência sustentam há décadas a espinha dorsal da segurança pública, em especial nas atividades de polícia judiciária da União. Trata-se de uma data simbólica e carregada de significados, que nos convida não apenas a celebrar, mas também a refletir sobre o momento histórico que vivemos. O cargo de Escrivão de Polícia Federal (EPF), embora ainda vigente, precisa ser urgentemente transformado. Não apenas reconhecido, mas modernizado. Não apenas adaptado, mas elevado ao nível de complexidade que o combate ao crime organizado e as exigências da sociedade brasileira requerem.

A sociedade clama por uma estrutura policial mais moderna, eficiente e conectada com a realidade. E a transformação de um cargo cujas atribuições permanecem, até hoje, ancoradas em uma portaria da década de 1980, é um imperativo que já não pode mais ser adiado. A Portaria 523/1989, do extinto MPOG, continua definindo, nos editais de concurso, o escopo das funções do EPF — como se ainda estivéssemos em uma era pré-digital, em que o cargo era de nível médio e restrito a tarefas burocráticas. 

Essa desconexão entre papel e prática é inaceitável, pois não reflete a atuação real e essencial que os Escrivães desempenham no enfrentamento da criminalidade.

Apesar disso, é inegável que passos importantes vêm sendo dados dentro da Polícia Federal, com mudanças que apontam para um futuro mais coerente com a realidade. Um exemplo expressivo foi a extinção da estrutura cartorária nas delegacias — um modelo que empilhava inquéritos, deteriorando documentos e comprometendo a eficiência investigativa. Essa estrutura foi substituída pelos NUPROCs (Núcleos de Processamento de Polícia Judiciária), que representam uma lógica de trabalho mais moderna, digitalizada e segura, voltada à celeridade e integridade dos procedimentos policiais.

Outro avanço importante foi o fim da etapa de teste de digitação nos concursos públicos para EPF — uma exigência antiquada que, durante anos, distinguiu de forma desnecessária o cargo de Escrivão, e que graças à atuação incessante da ANEPF desde 2021, foi extinta. Em tempos em que a proficiência digital é quase universal e a prova de informática do concurso já exige conhecimento técnico elevado, manter essa etapa era não apenas anacrônico, mas injustificável.

Na formação policial, a Academia Nacional de Polícia (ANP) também sinalizou reconhecimento à natureza policial plena dos EPFs, nivelando o ensino das disciplinas operacionais para todos os cargos da carreira policial federal. A prática institucional reconhece o que já é realidade: não há diferenciação entre os cargos policiais dentro da Polícia Federal. Cada policial, seja na linha de frente ou no núcleo das investigações, carrega responsabilidades operacionais e jurídicas que exigem preparo técnico e compromisso com o Estado Democrático de Direito.

Entretanto, o que foi conquistado de fato precisa ser consagrado de direito. A estrutura legal e normativa do cargo de EPF precisa refletir a realidade atual. Não se trata apenas de mudar nomenclatura ou agrupar atribuições, mas de realizar uma verdadeira modernização — profunda, estruturante e coerente com a missão institucional da Polícia Federal.

A ANEPF tem feito sua parte nesse processo. Estudos, análises, enquetes e propostas foram desenvolvidos e estão amplamente divulgados em nosso blog. Todos esses materiais têm sido insistentemente levados à Direção-Geral da PF, com o intuito de provocar o necessário debate institucional e acelerar as mudanças. A sociedade brasileira, que com tanto esforço sustenta nossas instituições, merece uma Polícia Federal que esteja à altura de sua confiança e de suas necessidades. E essa modernização é parte vital desse compromisso.

É fundamental lembrar também que, nas polícias civis de todo o país, essa transformação já está em curso. A Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis (LONPC) transformou e unificou os cargos em uma nova função: o Oficial Investigador de Polícia (OIP). Vários estados já estão adaptando suas estruturas e transformando gradativamente o cargo de Escrivão de polícia. E é emblemático que essa discussão tenha tido origem na própria Polícia Federal, por meio da FENAPEF e dos sindicatos, com a concepção do Projeto OPF — Oficial de Polícia Federal — há décadas. Ironicamente, a PF acabou ficando para trás. Mas não seremos os últimos por inércia. Seremos os últimos por ousarmos fazer a melhor transformação: aquela que não se limita à unificação de cargos, mas que promove uma verdadeira modernização da carreira policial federal.

A transformação do cargo de Escrivão não é apenas um ajuste burocrático. É um ato de responsabilidade com o Brasil. É respeito à sociedade que nos sustenta, é honra à pátria que servimos, é amor às famílias que dependem da estabilidade e do orgulho de nosso trabalho.

Neste Dia do Escrivão de Polícia, a ANEPF reitera sua homenagem a cada Escrivão e Escrivã de Polícia Federal — homens e mulheres que constroem diariamente, com coragem e excelência, os alicerces da justiça brasileira. Parabéns pelo seu dia. Nossa luta continua. E o futuro, com a força de todos, será de reconhecimento, valorização e transformação.

Brasília, 05/11/2025.